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sexta-feira, abril 4, 2025

tendências e previsões para 2025


O enfraquecimento do domínio dos “quatro grandes” destinos de estudo, o segundo mandato presidencial de Trump e as flutuações cambiais na América Latina prometem moldar o panorama internacional do ensino superior da região no próximo ano.

Embora se preveja que o PIB cresça em toda a região, espera-se que as taxas de câmbio flutuantes na América Latina aumentem a procura dos estudantes por opções de educação mais acessíveis, incluindo mais educação on-line. As parcerias universitárias inter-regionais na América Latina também deverão aumentar.

Em dezembro de 2024, a desvalorização do actual brasileiro atingiu um mínimo de todos os tempos em comparação ao dólar norte-americano, o que pode reduzir a “onda” de estudantes brasileiros estudando no exterior no primeiro semestre de 2025, observou Antônio Bacelar, CEO da Viamundo, fornecedora de estudos no exterior.

Embora haja preocupações de que a presidência de Trump desvalorize ainda mais a moeda brasileira, Bacelar acredita que o crescimento a longo prazo do ensino superior brasileiro é “irreversível”.

“Todos os programas sofrerão com a atual situação política mundial, bem como com a alta cotação do dólar no Brasil, mas acredito que será temporário”, previu Bacelar.

Apesar das flutuações cambiais, “as perspectivas económicas em toda a região são boas, prevendo-se que o PIB em toda a região cresça”, disse Simon Terrington, co-fundador da EdCo LATAM consultoria.

Espera-se que os três principais mercados da América Latina – Brasil, Colômbia e México – registem inflação e taxas de juro mais baixas, impulsionando as economias regionais, disse Terrington.

Além disso, a classe média da América Latina está em ascensão, alimentando a procura de educação no estrangeiro com ênfase em programas orientados para a carreira, disse Humberto Costa, diretor da empresa de viagens de estudo do Grupo CI no Brasil.

A Europa provavelmente dominará como destino preferido devido ao surgimento de excelentes escolas de negócios

Humberto Costa, Grupo CI

“A Europa provavelmente dominará como destino preferido devido ao surgimento de excelentes escolas de negócios que oferecem programas em inglês, elevadas perspectivas de empregabilidade e benefícios de imigração.

“Uma presidência renovada de Trump poderia resultar em políticas de vistos mais restritivas nos EUA, o que poderia levar os estudantes latino-americanos a outros destinos, como o Canadá e a Europa”, previu Costa.

Fazendo eco desta previsão, Terrington disse que embora os “quatro grandes” mercados continuem populares, “os estudantes irão candidatar-se a programas num maior número de países”, alimentando a já crescente presença no mercado de instituições em destinos de estudo alternativos.

Embora o estudo de pós-graduação proceed sendo o mais common para estudantes de países latino-americanos que vêm para o Reino Unido, um pesquisa recente by EdCo LATAM destacou o crescente interesse pelos cursos de graduação.

Também revelou a crescente proeminência dos mercados secundários e terciários da América Latina, incluindo Chile, Peru, Panamá e Equador.

No Brasil, onde 70% dos alunos de graduação estão cursando cursos on-line, Costa espera que 2025 traga a “crescente adoção de ferramentas baseadas em IA na educação, melhorando a acessibilidade e experiências de aprendizagem personalizadas.

“Prevemos reformas no setor educacional do Brasil, potencialmente focadas na transformação digital e na expansão das parcerias público-privadas”, disse ele.

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